Oncologia,

Grupo de  Órbita e

                  Oculoplástica

Quistos da íris

 

Oncologia

 

Tumores intra-oculares

 

Quisto da íris

 

     Os quistos da íris têm várias formas de apresentação consoante a sua causa e localização. Frequentemente originam-se na raiz da íris, no ângulo camerular. Podem ser únicos ou múltiplos, uni ou bilaterais, podendo ser de transmissão hereditária. Podem rebentar e colapsar espontaneamente, e depois voltar a encher.

 

    Quisto da raiz da íris, de médias dimensões, que pode inicialmente parecer-se com um tumor pigmentado ou nevo, mas que à trans-iluminação se vê com facilidade a natureza quística pelo conteúdo transparente.

 

    Observação do mesmo quisto à gonioscopia, e aspecto à ecografia de alta resolução (UBM).

 

     O mesmo quisto após ter rebentado e colapsado espontaneamente, mantendo a zona de hipo-transparência da córnea por contacto de longo tempo com o quisto, e aspecto à ecografia de alta resolução (UBM), em que se observa a permanência de quistos reto-iridianos.

 

 

     Pequeno quisto da raiz da íris, que pode inicialmente parecer-se com um tumor pigmentado ou nevo, mas que a ecografia de alta resolução (UBM), revela a a natureza quística da lesão.

 

    Pequeno quisto da raiz da íris, que pode inicialmente parecer-se com um tumor pigmentado ou nevo, mas que a ecografia de alta resolução (UBM), revela a a natureza quística da lesão, neste caso, septada.

 

     Grande quisto de inclusão epitelial que surgiu após cirurgia de catarata, que teve de ser removido cirurgicamente.

     Em baixo, VIDEO sobre este caso: "Olha quisto!"

 

 

Tratamento dos tumores intra-oculares

 

Video

 

ATENÇÃO: Os videos apresentados são feitos para oftalmologistas.

Podem conter imagens chocantes para o público em geral.

 

● Olha Quisto!

João Cabral,  Isabel Prieto,  Ana Souza e Silva, Paulo Kaku, Mara Ferreira, F. Esperancinha 

Resumo:

Perante um inadequado encerramento de uma ferida perfurante do globo ocular (como é o caso de uma ferida operatória), podem-se dar as condições para a inoculação intra-ocular de epitélio corneano, quando este migra para dentro dos bordos da ferida. Se este epitélio chega à câmara anterior, pode espalhar-se em toalha sobre o endotélio, na íris ou no corpo vítreo. Pode formar um quisto livre flutuante, ou implantado na íris pode formar quistos de inclusão epitelial (incorrectamente denominados quistos de inclusão da íris). As três maiores causas de inclusão epitelial descritas na literatura são a cirurgia de catarata (pincipalmente a de grande incisão), as feridas penetrantes, e a queratoplastia.

Estes quistos tendem a aumentar progressivamente e muitas vezes obriga a técnicas agressivas para evitar a perda do globo ocular.

Os autores apresentam um caso de um quisto de inclusão epitelial de grandes dimensões, localizado inicialmente no ângulo, que se manifestou 18 meses após cirurgia de extracção extra­capsular de catarata, aparentemente não complicada.

São ilustrados os vários passos efectuados, desde a sua resolução temporária com LASER de YAG, até à sua excisão em bloco, preservando ao máximo as restantes estruturas oculares.

   Apresentado no XLVI Congresso Português de Oftalmologia

   em Vilamoura, Dezembro de 2003.

 



Posters

 

Quistos da íris – abordagens diagnóstica e terapêutica

Sara Carrasquinho, Gonçalo Almeida, Ana Isabel Silva, Manuela Bernardo, João Cabral, Isabel Prieto

   Apresentado no 50º Congresso Português de Oftalmologia, no Porto, Dezembro de 2007,

   onde recebeu o prémio Théa - Melhor Poster.

 

 

Trabalhos publicados

Quistos da íris – abordagens diagnóstica e terapêutica

Sara Gonçalves Carrasquinho, Gonçalo Almeida, Ana Isabel Silva,

Manuela Bernardo, João Cabral, Isabel Prieto

    Publicado na Revista da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia,     Artigo em PDF

    Vol. XXXII, n.º 3, pág 149-157, Julho-Setembro de 2008.

 

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