Oncologia,

Grupo de  Órbita e

                  Oculoplástica

Adenoma pleomórfico

 

Oncologia

Tumores da órbita

Adenoma pleomórfico da glândula lacrimal

    O adenoma pleomórfico é o tumor epitelial mais frequente da glândula lacrimal. A maioria surge do lobo orbitário desta glândula. Ocorre normalmente em adultos jovens.

    Tem um crescimento lento, e provoca um desvio do globo ocular para diante, para dentro e para baixo, podendo-se palpar como uma massa dura e indolor no quadrante supero-externo da órbita.

    O tratamento é cirúrgico. Deve remover-se todo o tumor com a sua cápsula, pois se ficam restos, pode recidivar e mesmo malignisar.

   Desvio do globo ocular para diante, para dentro e para baixo, num homem de 44 anos.
Adenoma pleomórfico    Corte axial de RM, revelando volumoso tumor na região da glândula lacrimal direita, empurrando o globo ocular para diante (proptose).

Adenoma pleomórfico

   Corte sagital de RM, em que se observa que o tumor comprime e desloca o globo ocular para baixo.

   Aspecto do tumor excisado na totalidade com a cápsula envolvente.

 

       

   Desvio do globo ocular para diante e para baixo,

Adenoma pleomórfico    Corte axial de RM, revelando volumoso tumor na região da glândula lacrimal esquerda, empurrando o globo ocular para diante (proptose) e para baixo.

Adenoma pleomórfico

   Corte coronal de RM, em que se observa que o tumor desloca todas as estruturas orbitárias para dentro.
Adenoma pleomórfico    Corte sagital de RM, em que se observa que o tumor comprime, deforma e desloca o globo ocular para baixo.

   Aspecto do pós-operatório.

Videos

 

ATENÇÃO: Os videos apresentados são feitos para oftalmologistas.

Podem conter imagens chocantes para o público em geral.

 

Excisão de tumor gigante da órbita por via anterior

João Cabral, Bernardo Feijóo, Jesus Ocaña, Mara Ferreira, Nuno Amaral, Isabel Prieto

Resumo:

Desde há muitos anos que é conhecida a orbitotomia lateral para a excisão de tumores da glândula lacrimal. Recentemente têm-se descrito várias vias anteriores de acesso à órbita, sem necessidade de remoção das paredes ósseas.

Neste trabalho ilustra-se o caso de um adenoma pleomórfico da glândula lacrimal, diagnosticado quando ainda pequeno, que foi crescendo lentamente, e que por estar numa órbita com um olho com baixa visão, nunca foi implementada a sua excisão. O quadro mudou quando começaram a surgir as luxações do globo ocular, que por serem muito dolorosas, motivaram uma cirurgia com relativa urgência. Apesar das grandes dimensões e de estar próximo do vértice da órbita, foi feita a excisão por via anterior (transpalbebral). O pós-operatório decorreu sem problemas, com desaparecimento da proptose e das dores.

   Apresentado no XLIX Congresso Português de Oftalmologia,

   em Évora, Dezembro de 2006.

Orbitotomias anteriores

João Cabral, Mara Ferreira, José A Laranjeira, Gonçalo Almeida, André Gonçalves, Samuel Alves

Resumo:

Introdução: A cirurgia da órbita teve uma grande evolução nos últimos anos, ao possibilitar muitos tipos de intervenções por via anterior, dispensando muitas vezes a clássica abordagem lateral, com a necessária osteotomia.

Material e métodos: Apresentação em vídeo de várias lesões orbitárias resolvidas por uma orbitotomia anterior, sem necessidade de osteotomia.

Conclusões: Com o conhecimento profundo da anatomia da órbita, com o estudo detalhado dos exames imagiológicos de cada uma das lesões e com o reconhecimento das várias estruturas orbitárias com o auxílio do microscópio, é possível a realização de grandes cirurgias por uma via de abordagem anterior.

   Apresentado no 51º Congresso Português de Oftalmologia,

   no Porto, Dezembro de 2008,

   onde foi vencedor do Prémio SPO – Melhor vídeo.

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