Oncologia,

Grupo de  Órbita e

                  Oculoplástica

Hemangioma cavernoso

 

Oncologia

Tumores da órbita

Hemangioma cavernoso

   O hemangioma cavernoso é o tumor vascular da órbita mais frequente no adulto (em 70% dos casos ocorre em mulheres).

    Normalmente é único, e não associado a doença sistémica. Como a localização mais frequente é o espaço cónico entre os músculos oculo-motores, normalmente manifesta-se por uma proptose axial, sem sinais inflamatórios, e por ser de evolução muito lenta (anos), não surge diplopia nem alteração da visão.

    É um tumor de forma globosa, de limites bem definidos, de consistência elástica, pois está formado por múltiplas cavernas preenchidas com sangue.

   Quando é pequeno, frequentemente é diagnosticado por acaso, numa TC ou RM realizada por outro motivo.

    O tratamento é cirúrgico, e está indicado quando houver repercussão clínica.

   Proptose axial esquerda de 5 anos de evolução, numa mulher de 41 anos de idade.
Hemangioma cavernoso    Corte axial de RM, revelando volumoso tumor retro-ocular esquerdo, circunscrito, bem delimitado, empurrando o globo ocular para diante (proptose).

Hemangioma cavernoso

   Corte sagital de RM, em que se observa que o tumor ocupa praticamente todo o espaço retro-ocular.

   Pós operatório.

   Proptose esquerda de 2 anos de evolução, numa mulher de 56 anos de idade, que se observa melhor visto de cima.
Hemangioma cavernoso    Corte axial de RM, revelando volumoso tumor retro-ocular esquerdo, empurrando o globo ocular para diante (proptose).

Hemangioma cavernoso

   Corte sagital de RM, em que se observa que o tumor ocupa os quadrantes internos da órbita esquerda.

   Proptose direita, num homem de 23 anos de idade, que se observa melhor visto de cima.
Hemangioma cavernoso    Corte axial de RM, revelando volumoso tumor retro-ocular direito, ocupando o vértice da órbita, já deformando a parede óssea interna (sinal de longa evolução), provocando ligeira proptose.
Hemangioma cavernoso  
Hemangioma cavernoso  Corte sagital de RM, em que se observa que o tumor ocupa os quadrantes internos da órbita esquerda.

 

Video

 

ATENÇÃO: Os videos apresentados são feitos para oftalmologistas.

Podem conter imagens chocantes para o público em geral.

 

Orbitotomias anteriores

João Cabral, Mara Ferreira, José A Laranjeira, Gonçalo Almeida, André Gonçalves, Samuel Alves

Resumo:

Introdução: A cirurgia da órbita teve uma grande evolução nos últimos anos, ao possibilitar muitos tipos de intervenções por via anterior, dispensando muitas vezes a clássica abordagem lateral, com a necessária osteotomia.

Material e métodos: Apresentação em vídeo de várias lesões orbitárias resolvidas por uma orbitotomia anterior, sem necessidade de osteotomia.

Conclusões: Com o conhecimento profundo da anatomia da órbita, com o estudo detalhado dos exames imagiológicos de cada uma das lesões e com o reconhecimento das várias estruturas orbitárias com o auxílio do microscópio, é possível a realização de grandes cirurgias por uma via de abordagem anterior.

   Apresentado no 51º Congresso Português de Oftalmologia,

   no Porto, Dezembro de 2008,

   onde foi vencedor do Prémio SPO – Melhor vídeo.

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