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Quisto dermoide

 

Oncologia

Tumores da órbita

Quisto dermoide

   O quisto dermoide é o tumor da órbita mais frequente na criança. É um tumor congénito que deriva de um mau direccionamento das células germinativas (Provêm de ninhos de células da ectoderme que ficam encarcerados nas suturas dos ossos da órbita, a maioria a sutura fronto-zigomática, quando se dá o encerramento do tubo neural). Assim, são mais frequentes no canto supero externo da órbita, e são compostos por espaço(s) quístico(s) de conteúdo variável (gordura, secreção sebácea, folículos pilosos). Se são quistos epidermoides, quase só contêm queratina.

   É um tipo de coristoma (tumor benigno em que há proliferação de um tecido normal, que normalmente não se encontra nesse local).

    Por vezes, só são reconhecidos meses ou anos após o nascimento. A maioria são palpáveis, e produzem uma proptose, que pode ser acentuada pela acumulação de secreções no seu interior.

   O tratamento é cirúrgico, e normalmente está indicado se houver repercussão clínica.

   Quisto dermoide na sua localização mais frequente (quadrante supero externo) da órbita direita, sem repercussão na função visual.

 

   Quisto dermoide no quadrante supero externo da órbita esquerda, desviando o globo ocular para dentro e induzindo um estrabismo.

 

   Quisto dermoide no quadrante supero interno da órbita esquerda, sem repercussão na localização e função do globo ocular. 
Quisto dermoide    Corte axial de RM em que se observa que o quisto cresce mais para o exterior do que para o interior da órbita.

   Quisto dermoide no quadrante supero externo da órbita direita, de um homem de 22 anos, provocando ligeira ptose, sem repercussão na função visual.

 

 

   Quisto dermoide no quadrante supero externo da órbita direita, provocando ptose mecânica. A pálpebra encontra-se avermelhada, por infecção secundária do quisto (através do seio frontal).

 

Quisto dermoide    Corte coronal de RM, em que se observam as várias cavidades quísticas que se estendem ao seio frontal, desviando o globo ocular para baixo.

 

 

   Quisto dermoide no quadrante supero externo da órbita esquerda, provocando ligeira ptose mecânica.
Quisto dermoide    Corte axial de TC, mostrando que o conteúdo do quisto é adiposo (a negro). Observa-se também a erosão óssea na parede externa da órbita, reflectindo uma evolução arrastada (anos).
Quisto dermoide    Corte coronal de TC, onde também se observa um desvio inferior do globo ocular.

   Exposição de um quisto dermoide do quadrande supero nasal, na fase inicial da cirurgia.

   Quisto dermoide no quadrante supero externo da órbita esquerda.
   Aspecto macroscópico após excisão.

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